No dia 7 de fevereiro foi comemorado o Dia da Internet Segura, ação promovida pela Rede Insafe na Europa e que reúne mais de 100 países na mobilização em torno do uso livre e seguro da Rede Mundial de Computadores. A iniciativa que no Brasil é organizada pela Safernet, organização que promove o uso ético, cidadão, responsável e seguro da Internet, com foco nos Direitos Humanos, conta com a participação de grandes empresas e organizações nacionais e internacionais e promoverá entre os meses de janeiro e fevereiro atividades de conscientização em torno do uso seguro das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) nas escolas, universidades, ONG’s e na própria rede.

De fato, o uso seguro da Internet e das novas tecnologias tem sido alvo da preocupação de analistas e autoridades em âmbito global, especialmente no que se refere à segurança de crianças e adolescentes nas plataformas on-line. De acordo com dados dos Indicadores da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, publicado pela Safernet, apenas em 2016, a Polícia Federal recebeu e processou mais de 68 mil denúncias anônimas envolvendo mais de 16 mil páginas (Urls distintas). Dentre os tipos de conteúdo listados na estatística, estão incluídos casos de apologia e incitação a crimes contra a vida, racismo, intolerância religiosa e pornografia infantil.

Cris Poli em seu livro Atenção! Tem gente influenciando seus filhos toca na questão da segurança das crianças nesse ambiente virtual. Na obra, a autora dedica um capítulo inteiro para falar com os pais acerca de como lidar com a influência da Internet. “A Internet é um ótimo recurso, disso ninguém pode discordar. Se utilizada corretamente, permite que uma pessoa tenha na palma da mão acesso a uma quantidade extraordinária de dados que nenhuma biblioteca física jamais conseguiria abrigar. Mas nem tudo são flores. Como um canal de difusão que permite a interação e a publicação de qualquer tipo de conteúdo com extrema facilidade, muita gente veicula materiais nocivos e comete até mesmo crimes virtuais, o que faz da Internet um ambiente potencialmente perigoso. Por isso, é preciso tomar cuidado”, comenta a educadora.

De acordo com Cris, é fundamental que os pais conheçam esse mundo e sua linguagem, para poder ajudar o filho a utilizar e usufruir de todos os benefícios que as novas tecnologias oferecem. O uso da Internet pelas crianças e adolescentes — aponta — deve ser obrigatoriamente supervisionado por um adulto, inclusive durante a elaboração de trabalhos escolares. Para a autora, é bastante válido que os pais instalem programas de controle e bloqueio de sites no computador, porque isso faz parte da supervisão em relação aos dados que as crianças podem acessar. Isso protege, inclusive, qualquer entrada acidental em páginas com conteúdo inadequado para a idade delas.

O USO DA INTERNET PELAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DEVE SER OBRIGATORIAMENTE SUPERVISIONADO POR UM ADULTO, INCLUSIVE DURANTE A ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ESCOLARES.

Na obra, a autora faz um alerta sobre o perigo do namoro virtual e outros riscos potenciais das plataformas virtuais, como a pedofilia. “É assustadora a forma como os pedófilos atacam na rede. Eles conseguem envolver a criança numa trama de engano e chantagem. Sem saber como agir, as vítimas não contam para os pais, se aprisionam no medo e ficam reféns de pessoas criminosas e sem escrúpulos”, afirma. Cris também aborda a questão do bullying virtual e da transmissão de valores que podem ir na contramão dos princípios abraçados pela família, o que exige uma atitude responsável e assertiva por parte dos pais: “Imponha limites e não dê total liberdade de acesso à Internet para os seus filhos. Espere que tenham idade suficiente para entender os riscos reais que uma navegação descuidada pode causar e determine regras claras para o uso da Internet e do smartphone em casa”, esclarece.

Por: Mundo Cristão